O que nos move?
o que nos move…
canção que acalanta,
palavra que encanta,
mão que afaga e
suplanta os limites do ser…
O que nos move?
saudade que dói…
presença líquida na ausência sólida…
como sói acontecer quando o estar-só se rompe,
porque irrompeu alguém.
O que nos move?
o que nos move se não removemos nossas inutilidades?
revolvemos a alma…
revoltamos o solar das ternas noites perdidas…
que esperança? se já suportamos um porvir despejado,
desalojado da terra do nunca…
O que nos comove?
manhã de sol em curtos dias…
antes do dia seguinte…
luz na sombra… “nighthawks”…
e só, só de sozinho,
a pensar no que, sem compreender, deveras sente…
e sente
uma aguda, cortante, sensação
de inverno…
de atrasado na estação, porque o comboio passou…
e – inferno!!! -, nada resta…
a não ser esse parado-na-estação que comove…
comove, prensa, abate o coração da gente.
Eu vi o belo e esse lugar, ainda que noutros espaços e tempos, ninguém poderá me tirar…
O que nos move?
o que nos move…
canção que acalanta,
palavra que encanta,
mão que afaga e
suplanta os limites do ser…
O que nos move?
saudade que dói…
presença líquida na ausência sólida…
como sói acontecer quando o estar-só se rompe,
porque irrompeu alguém.
O que nos move?
o que nos move se não removemos nossas inutilidades?
revolvemos a alma…
revoltamos o solar das ternas noites perdidas…
que esperança? se já suportamos um porvir despejado,
desalojado da terra do nunca…
O que nos comove?
manhã de sol em curtos dias…
antes do dia seguinte…
luz na sombra… “nighthawks”…
e só, só de sozinho,
a pensar no que, sem compreender, deveras sente…
e sente
uma aguda, cortante, sensação
de inverno…
de atrasado na estação, porque o comboio passou…
e – inferno!!! -, nada resta…
a não ser esse parado-na-estação que comove…
comove, prensa, abate o coração da gente.
Eu vi o belo e esse lugar, ainda que noutros espaços e tempos, ninguém poderá me tirar…
queria passar algumas palavras vo verbo para prosa
Sempre aprovo esta idéia!